27/09/2021

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CINEMA: QUATRO CURTAS-METRAGENS PORTUGUESAS A CONCURSO NO 22º FESTIVAL IBÉRICO DE CINEMA DE BADAJOZ

As curtas-metragens portuguesas Os barcos, de Dominga Sotomayor; Maria do Mar, de João Rosas; Vigil, de Rita Cruchinho; e Yulya, de André Marques, foram selecionadas para participar no 22º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, que terá lugar de 20 a 24 de julho, no Teatro López de Ayala desta cidade espanhola.
 
Estas quatro curtas-metragens foram apuradas para a secção oficial, juntamente com outras 16 obras espanholas, de entre as 498 que se apresentaram ao certame. No total, foram 36 as curtas-metragens portuguesas que concorreram a este festival, um 20% mais do que na edição anterior. O Festival Ibérico de Cinema continua a ser um ponto de encontro para os criadores de Espanha e de Portugal, e é nesta mostra onde se apresentam as últimas produções cinematográficas da Península Ibérica.         
 
Os barcos, de Dominga Sotomayor, é uma curta-metragem muito recente desta diretora chilena estabelecida em Lisboa e que foi selecionada em Buenos Aires, Rotterdam e ainda no Festival IndieLisboa, que também participa na sua produção. A obra Maria do Mar, de João Rosas, obteve o primeiro prémio à melhor curta-metragem portuguesa no Festival de Vila do Conde, um dos mais prestigiosos festivais de curtas da Europa.
 
O trabalho de Rita Cruchinho, Vigil, é um exemplo do cinema de animação português, de técnica artesanal, expressionismo e um gosto muito especial pelas texturas em preto e branco e as metáforas visuais. Enquanto Yulya, de André Marques, que se encontra a participar em outros festivais internacionais, conta-nos uma história sem diálogos, confiando tudo na câmara e na interpretação.
 
No ano passado projetaram-se no Festival Ibérico de Cinema de Badajoz seis filmes portugueses, ‘Videoclube’, de Ana Almeida; ‘Fortunato-D’Aqui até São Torcato’, de João Rodrigues; ‘Miami’, de Simão Cayatte; ‘O canto dos 4 caminhos’, de Nuno Amorim; ‘Boa noite Cinderela’, de Carlos Conceição; e ‘Fuligem’, de David Doutel e Vasco Sá, este último trabalho obteve o Prémio Especial de Animação e o Prémio CEXECI do Júri Jovem.
 
A participação portuguesa no Festival Ibérico de Cinema
O Festival Ibérico de Cinema de Badajoz mostra todos os anos as melhores curtas-metragens de Espanha e de Portugal. Em edições anteriores foram galardoadas diferentes obras lusas. Maria João Luis recebeu em 2003 o prémio à melhor atriz e Pedro Frotes ganhou a décima edição, em 2004, com o seu trabalho ‘A rapariga no espelho’. Em 2008, o filme ‘Deus Não Quis’, do realizador Antonio Ferreira, conquistou o prémio do público, assim Ferreira era novamente premiado neste certame, tendo obtido, em 2001, o primeiro prémio do júri com ‘Respirar (debaixo d´agua) ‘. 
 
Em 2009, o ator e realizador Fernando Lopes alcançou por sua vez o prémio ao melhor ator pela sua interpretação no curto ‘A felicidade’, enquanto em 2012 o prémio à melhor banda sonora foi para Daniel Carvalho, David Doutel e Vasco Sá, por ‘O sapateiro’. Esse mesmo galardão foi conquistado na seguinte edição pelo curto de animação ‘Kali, o pequeno vampiro’, de Regina Pessoa. Em 2014, mais duas curtas-metragens portuguesas foram premiadas no certame: Paulo Castilho conseguiu o prémio à melhor fotografia pelo seu trabalho em ‘Longe do éden’, e Mariana Ricardo o de melhor música original pela sua composição para ‘Gambozinos’.
 
Também o cinema português foi reconhecido pelo Festival Ibérico através das homenagens dedicadas à trajetória de algumas das suas figuras mais representativas tais como Joaquim D´Almeida e María de Medeiros ou o maestro António Victorino d’Almeida. Alguns artistas portugueses, como The Legendary Tigerman ou Rita Red Shoes, também estiveram presentes no certame, atuando na cerimónia de entrega dos prémios.
 
O Festival Ibérico de Cinema de Badajoz está organizado por Tragaluz e conta com o patrocínio da Junta da Extremadura, Filmoteca da Extremadura, Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças, Consórcio López de Ayala, Diputación de Badajoz, CEXECI, Fundação Caja Badajoz, Delta Cafés e a Câmara Municipal de Badajoz.

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