MONSARAZ ASSINALA 750 ANOS DO FORAL AFONSINO
COMEMORAÇÕES ARRANCAM A 15 DE JANEIRO E ESTENDEM-SE AO LONGO DE TODO O ANO
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Monsaraz assinala 750 anos do Foral Afonsino, diploma que a constituiu como concelho juridicamente organizado.
Monsaraz inicia no próximo dia 15 de janeiro as comemorações dos 750 anos do Foral Afonsino, diploma que marcou a constituição da vila como concelho juridicamente organizado. A data assinala a outorga do documento por D. Afonso III, em 1276, e dará origem a um conjunto de iniciativas distribuídas ao longo de todo o ano.
A abertura oficial das celebrações está marcada para as 18h, com uma sessão evocativa na Igreja de Santiago. A cerimónia contará com intervenções da presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, da reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, e da vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ana Paula Amendoeira. O programa encerra com a atuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.
Para reforçar o envolvimento da comunidade local, a autarquia constituiu uma comissão de honra integrada por instituições e associações da freguesia, com o objetivo de promover iniciativas de caráter popular associadas às celebrações oficiais.
Concedido em 15 de janeiro de 1276 por D. Afonso III, o Foral Afonsino de Monsaraz foi redigido em latim medieval e estabelece a vila como comunidade dotada de autonomia administrativa, judicial e fiscal. O diploma define de forma minuciosa os seus limites territoriais e afirma a autoridade régia na organização do espaço e da população.
O documento regula diversos aspetos da vida económica, social e militar, fixando direitos, isenções e privilégios atribuídos a moradores, mercadores, almocreves e cavaleiros. Estabelece ainda normas de convivência pública, regras de comércio, impostos sobre atividades produtivas e disposições relativas à defesa do território.
O foral reconhece igualmente a coexistência de diferentes grupos sociais e religiosos, define estatutos específicos para cristãos, mouros e judeus, e consagra direitos aplicáveis a viúvas, descendentes e oficiais régios e senhoriais, sublinhando o papel estratégico de Monsaraz na organização e proteção do território.

