O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, reafirmou quarta-feira que a eventual privatização dos sistemas de abastecimento de água e saneamento será um “erro histórico”. O autarca falava na sessão de abertura do 14º Congresso da Água que está a decorrer numa unidade hoteleira da cidade até à próxima sexta-feira.
 
“Retirar ao Poder Local as suas competências históricas na gestão e uso da água potável, afastar os municípios das questões estratégicas relacionadas com estas matérias, privatizar ao fim ao cabo a água seria um erro histórico, que poderia servir alguns, mas penalizaria a grande maioria”, frisou o edil eborense, na presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.
 
Carlos Pinto de Sá lembrou ainda que “em Portugal, desde a revolução de Abril 1974, fizemos um caminho notável para garantir o acesso à água e ao saneamento à generalidade da população. Esse caminho deve-se, de forma determinante, ao Poder Local democrático, à sua autonomia e cooperação, à posse e à gestão pública dos sistemas e das origens, à sua capacidade para, com parcos recursos, encontrar as formas adequadas para servir as populações”.
 
“A água é um bem essencial à vida. O acesso universal à água é condição necessária à sobrevivência do ser humano. Nada justifica hoje, exceto um sistema económico predador do homem, que milhões de seres humanos não tenham acesso, com segurança, à água e saneamento, frisou ainda Carlos Pinto de Sá.
 
O 14.º Congresso da Água, organizado pela Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, com o apoio do seu Núcleo Regional do Sul, é dedicado ao tema “Gestão dos Recursos Hídricos: Novos Desafios”.
 
Segundo a organização, a Gestão de Recursos Hídricos e os Novos Desafios, como os que se relacionam com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas, nunca deixaram de ser atuais ao longo do tempo e a realidade do dia-a-dia reforça essa ideia.
 
De facto, assegurar a disponibilidade de água e o saneamento para todos, alcançar a segurança do abastecimento, promover o crescimento económico sustentado, assegurar energia a custos acessíveis, tornar as cidades resilientes, promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, das florestas e dos recursos marinhos e combater as mudanças climáticas e os seus impactos são novos, mas há problemas antigos que continuam por resolver na sua totalidade. 
 
Neste contexto o Congresso da Água constitui o fórum certo para debater e reunir na sequência de um período crítico para a Gestão dos Recursos Hídricos a vários níveis, que afetou a sociedade na área da gestão dos Recursos Hídricos, exigindo mudanças organizativas e ações que minimizem esses problemas no futuro.
e-max.it: your social media marketing partner

Regional

We use cookies to improve our website and your experience when using it. Cookies used for the essential operation of the site have already been set. To find out more about the cookies we use and how to delete them, see our privacy policy.

I accept cookies from this site.
EU Cookie Directive plugin by www.channeldigital.co.uk