A ARGILA DE REDONDO GANHA NOVA LEITURA NA EXPOSIÇÃO INESTÉTICO ESQUELETO
FOTOGRAFIA DE LUÍS PALMA EM EXIBIÇÃO NO CENTRO CULTURAL DE REDONDO ATÉ 31 DE OUTUBRO
INTERIORIDADE E EUROPA: O DESAFIO DAS UNIVERSIDADES PORTUGUESAS
APRESENTAÇÃO DE LIVRO NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA ABORDA AS ASSIMETRIAS REGIONAIS E A FUNÇÃO SOCIAL DO ENSINO SUPERIOR
Também pode interessarÉVORA APRESENTA PROGRAMA DE NATAL COM JARDIM TEMÁTICO E CONCERTO DOS THE GIFT NA PASSAGEM DE ANO
INICIATIVAS DECORREM DURANTE O MÊS DE DEZEMBRO E INCLUEM ILUMINAÇÕES, CONCERTOS, OFICINAS E ANIMAÇÃO DE RUA NO CENTRO HISTÓRICO
Também pode interessarELVAS VOLTA A VIVER A MAGIA DO NATAL
CIDADE ARRANCA PROGRAMA FESTIVO COM ANIMAÇÃO, FEIRA E NEVE ARTIFICIAL
A exposição “Inestético Esqueleto”, de Luís Palma, explora a argila como matéria artística no Centro Cultural de Redondo até 31 de outubro.
A ARGILA COMO MATÉRIA ARTÍSTICA
A argila, símbolo maior da tradição artesanal de Redondo, surge agora como matéria de reflexão artística. Até 31 de outubro, o foyer do Centro Cultural da vila apresenta a exposição “Inestético Esqueleto”, projeto fotográfico de Luís Palma com entrada gratuita.
O PONTO DE PARTIDA
O trabalho nasceu de uma visita que o autor fez a uma olaria local há cerca de cinco anos. A experiência levou-o a olhar para o barro não apenas como material de trabalho manual, mas como elemento capaz de revelar formas, texturas e possibilidades de transformação.
PROCESSO CRIATIVO
Na prática, Palma reuniu fragmentos de argila, pedras e objetos, que serviram de base a improvisações escultóricas. Construiu cenários reduzidos ao essencial, sobre fundo negro, e explorou a iluminação de estúdio para sublinhar contrastes e volumes. As imagens resultantes fixam peças transitórias, criadas apenas para serem fotografadas.
A INTENÇÃO DO AUTOR
O fotógrafo explica que pretende com esta mostra “atribuir um significado diferente à transformação, à memória e à efemeridade, na tradição artesanal de Redondo”. Ao deslocar o olhar do objeto utilitário para a sua dimensão efémera, o projeto coloca em evidência a tensão entre permanência e desaparecimento que acompanha o trabalho com a argila.
UMA PERSPECTIVA SOBRE A TRADIÇÃO
“Inestético Esqueleto” pode ser visitado no Centro Cultural de Redondo até ao final de outubro. A proposta oferece ao público uma perspetiva singular sobre o diálogo entre arte contemporânea e um ofício que marcou a identidade da vila.

