17/06/2021

TV Guadiana

Alentejo em Direto

LITERATURA: "SOBRE PENSAR E ESCREVER…"

<p> <img alt="" src="images/Carmen/Cronicas - Carmen Picarra.png" style="width: 200px; height: 200px; float: left;" /></p> <div style="text-align: justify;"> Muito se tem falado acerca do pedido de desculpa feito pela macdonald’s por causa do suposto sexismo existente nos brinquedos do happy meal. Ora vejamos; a macdonald’s tem na sua ementa esta promoção para atrair clientes (meninos e meninas), portanto utiliza esta estratégia de marketing que visa o lucro, como é o normal numa economia de mercado.</div> <div style="text-align: justify;">  </div> <div style="text-align: justify;"> Numas caixinhas do happy meal vêm os brinquedos que serão mais do agrado das meninas; nas outras caixinhas os brinquedos que serão mais do agrado dos meninos. Qual é o problema? Francamente não o consigo identifica! Sexismo? Até me dei ao trabalho de ir verificar na wikipédia o significado do termo, não fosse o caso de estar a interpretar mal. Sexismo é o “termo que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam determinado género ou orientação sexual em detrimento de outro género (ou orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinónimo de machismo é na verdade um hiperónimo deste, já que é possível identificar diversas posturas e ideias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que privilegiam um género em detrimento a outro”.</div>
 
Atribuir um brinquedo a um género, e outro brinquedo a outro género não me parece que seja sexista. As meninas, na sua maioria, gostam de brincar com bonecas, pinturas, saltos altos; os meninos normalmente gostam de brincar com carrinho, animais, bolas. Isso faz parte da sua natureza, sempre assim foi. Os homens e as mulheres são diferentes, têm sensibilidades diferentes. Existem estudos feitos que demonstram isso mesmo. Mas esta constatação só quer dizer isto e nada mais. Se um menino gostar de brincar com bonecas, tudo bem, que brinque. Se uma menina gostar de brincar com carrinhos e bolas, tudo bem também; agora não podemos é fazer com que todos os meninos gostem de brincar com bonecas e que todas as meninas gostem de brincar com carrinhos e bolas. 
 
Se pensarmos desta forma temos que mudar tudo, e mudar já; porque sendo assim está tudo mal! Existem géneros diferentes; o masculino e o feminino, nada mais básico do que saber isso.
 
A nossa vida social tem que ser estruturada porque senão caímos no exagero da ambiguidade, da falta de referências. Respeitar os outros, respeitar as diferenças faz parte das ser humano bem formado, não precisando para isso abolir o que a natureza nos deu de diferente. A diferença entre homem e mulher é de preservar, desde que seja garantido aos dois o livre acesso aos seus direitos, e a sua liberdade de escolha enquanto ser humano. 
 
O homem e a mulher deverão preocupar-se em garantir aos seus filhos e filhas que estes possam escolher o seu caminho, respeitando as suas escolhas; mas não precisamos descaracterizar o que é natural à maior parte. Tenho um filho que sempre gostou de brincar com carrinhos e animais e tenho duas filhas que adoram brincar com pinturas, malas e bonecas; mesmo tendo à mão todo o universo masculino. 
 
Não vamos pôr a situação desta forma, só porque é politicamente correto! Há certas coisas que são como são e pronto, não vamos criar um problema, e ver bichos papões onde não existem. O que é bom é respeitarmo-nos uns aos outros na diferença, mas não vamos fazer da diferença a norma porque então invertemos tudo, perdemos identidade. Vamos mais devagar no futurismo exacerbado e demos tempo ao tempo. 
 
Ao preenchermos qualquer questionário aparece sempre um campo que temos que preencher e onde nos identificamos: masculino ou feminino. Que eu saiba existem lojas de roupa feminina e de roupa masculina; existem equipas desportivas masculinas e femininas; existem cabeleireiros masculinos e femininos. O que não quer dizer que se uma mulher for a uma loja de roupa masculina e quiser comprar, não o possa o possa fazer e vice-versa. Aí está a liberdade e a escolha de cada um. Estamos a ser mais papistas que o Papa, como se costuma dizer. Mas isto é a minha opinião. Respeito todas. Se eu notar que as minhas filhas estão a ser prejudicadas em relação a igualdade de oportunidades na sua vida profissional por serem mulheres; aí claro que me vou indignar, claro que vou reclamar. Ambos os géneros têm que ter iguais oportunidades de acesso à cultura, à instrução, à educação, a tudo o que faz deles seres completos e capazes de viver em sociedade. 
 
Também não posso tolerar que se ache normal as mulheres porem o avental (se não gostarem de o fazer) enquanto os homens estão impávidos e serenos sentados à mesa à espera do jantar! Também não posso tolerar que se considere normal ofender e discriminar alguém só porque tem uma orientação sexual diferente da minha. A isto chama-se igualdade consagrada na Constituição da Republica Portuguesa no seu artigo 13.º “todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei e ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”
 
Mas deixem-me ser mulher, e deixem as minhas filhas brincarem com bonecas, às mães e aos pais, com saltos altos e pinturas; se por acaso elas preferirem outras brincadeiras, serão elas a pedir e eu a respeitar a suas opções. 

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