VOZES DE ABRIL DOCUMENTÁRIO E MÚSICA AO VIVO NA PRAÇA DE SERTÓRIO EM ÉVORA
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VOZES DE ABRIL: A MEMÓRIA CANTADA QUE REGRESSA EM FORMA DE FILME
Há concertos que não ficam apenas nos ouvidos — instalam-se na memória coletiva. Foi isso que aconteceu com as Vozes de Abril, projeto que em 2025 juntou 80 cantores, 12 músicos da Orquestra do Alentejo e uma vontade comum de celebrar meio século de liberdade. Agora, esse caminho ganha corpo num documentário de cerca de 30 minutos, a ser mostrado no próximo sábado, 20 de setembro, às 21h00, na Praça de Sertório, em Évora.
UM RETRATO VIVO DE ENSAIOS E PALCOS
O filme, produzido pela autarquia, não é uma peça promocional, mas um retrato vivo. A câmara acompanhou ensaios, colheu testemunhos e registou os dois concertos realizados no Teatro Garcia de Resende. O resultado é um mosaico de vozes e imagens que mostra como a arte pode unir diferentes gerações em torno da mesma canção.
UMA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA
Dirigidas pela cantora Mara, com cenografia de Márcio Pereira e o apoio da Associ’Arte, as Vozes de Abril assumiram-se como uma experiência comunitária. No palco couberam coros locais, músicos da orquestra e cidadãos que simplesmente decidiram somar a sua voz. Não se tratou de um espetáculo centrado em protagonistas, mas de um exercício coletivo onde a soma valia mais do que cada parte.
TRÊS CONCERTOS, UMA MEMÓRIA PARTILHADA
O primeiro concerto, na Praça do Giraldo a 25 de abril, abriu caminho. Seguiram-se outras apresentações e, em todas, o público correspondeu com salas cheias e aplausos sem reservas. Ficou claro que não se estava apenas perante um evento comemorativo, mas diante de um gesto de partilha cultural.
UM REGRESSO EM GRANDE PLANO
Agora, esse percurso regressa em grande plano. A exibição na Praça de Sertório será mais do que a projeção de um documentário: será a devolução pública de um processo que juntou ensaios, emoções e três concertos de intensidade evidente. A acompanhar, estarão novamente em palco o Coro Vozes de Abril e a Orquestra do Alentejo, como se o passado recente fosse chamado de volta para se misturar com o presente.
MEMÓRIA E FUTURO
Num tempo em que a memória tende a diluir-se, este registo audiovisual surge como um lembrete. O 25 de Abril não vive apenas nos livros ou nas efemérides; vive nas vozes que se erguem em conjunto, no encontro entre gerações e na persistência de um coro que não quis ficar apenas na data.
Vídeo de apresentação: https://youtu.be/3Vdrgabp-xY

