24 de Julho 2024

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ÁGUA E PATRIMÓNIO: DESVENDANDO AS ANTIGAS CISTERNAS DE ÉVORA

ÁGUA E PATRIMÓNIO: DESVENDANDO AS ANTIGAS CISTERNAS DE ÉVORA

CISTERNAS

Exploração das Antigas Cisternas do Centro Histórico de Évora

Estudo, Valorização e Memória

No âmbito de um projeto de investigação pioneiro, cerca de 15 antigas cisternas localizadas no centro histórico de Évora estão a ser minuciosamente estudadas, mapeadas e inventariadas. Este projeto piloto será apresentado publicamente no próximo domingo, 1 de outubro, no Palácio D. Manuel, como parte de uma conferência integrada nas comemorações do Dia Nacional da Água. Durante o evento, serão conduzidas visitas guiadas a duas cisternas, oferecendo uma oportunidade única de explorar estas estruturas históricas.

Resgate da História Hidráulica

A investigação em curso tem dois objetivos fundamentais. Em primeiro lugar, visa aprofundar o conhecimento existente sobre o antigo sistema hidráulico do centro histórico de Évora. Em segundo lugar, tem como objetivo valorizar o património e realçar a funcionalidade das cisternas, muitas das quais estão situadas em áreas tanto públicas como privadas na cidade. As etapas iniciais do estudo concentram-se no mapeamento e levantamento métrico construtivo das antigas cisternas, que outrora desempenharam um papel crucial no abastecimento de água e na manutenção dos espaços urbanos. Estima-se que o número total de cisternas existentes possa ultrapassar a meia centena.

A Gestão Sábia da Água no Alentejo

No contexto da região do Alentejo, onde a água sempre foi um recurso escasso e precioso, as cisternas desempenharam um papel crucial. Durante os períodos de chuva, a água pluvial era cuidadosamente recolhida e armazenada nas cisternas, para ser utilizada durante os longos períodos de seca. Estas cisternas urbanas faziam parte de uma rede hídrica complexa, que incluía a captação, canalização e distribuição de água nos espaços públicos e privados. Com a introdução do sistema de abastecimento de água ao domicílio ao longo do tempo, a maioria das cisternas foi desativada e deixada ao abandono.

O Compromisso Contínuo com a Água

No atual contexto, caracterizado pela instabilidade climática e pelas alterações no clima, o projeto de valorização das antigas cisternas reflete o compromisso de proporcionar novas soluções que promovem a economia e a utilização mais eficaz deste recurso tão precioso: a água.

Um Esforço de Cooperação

Este projeto é coordenado pela Câmara Municipal de Évora e conta com a colaboração da Universidade de Évora, do Ministério da Defesa Nacional – Exército Português, da Arquidiocese de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida, da Fundação INATEL, do Palácio dos Duques de Cadaval, entre outras entidades públicas e privadas que se juntaram ao projeto como proprietários ou gestores de edifícios históricos. Essa cooperação tornou possível o acesso a essas notáveis estruturas.

Programa da Conferência

Parte I – Apresentação de Comunicações

  • Sessão de Abertura (Carlos Pinto de Sá, Presidente da CME; Miguel Correia Pedro, Chefe da Divisão de Cultura e Património da CME)
  • Projeto “As Cisternas do Centro Histórico de Évora” (Luís Ferro, UÉ; Maria da Conceição Rodrigues, CME)
  • Reabilitação e Reutilização da Cisterna da Casa do Castelo, Lisboa (Marta Azevedo, Campo d’Água)

Parte II – Visitas Guiadas

  • Cisterna do Convento da Graça
  • Cisterna do Claustro Pequeno do Colégio do Espírito Santo.

Programa 

Parte I – Apresentação de Comunicações

  • Sessão de Abertura (Carlos Pinto de Sá, Presidente da CME; Miguel Correia Pedro, Chefe da Divisão de Cultura e Património da CME)
  • Projeto “As Cisternas do Centro Histórico de Évora” (Luís Ferro, UÉ; Maria da Conceição Rodrigues, CME)
  • Reabilitação e Reutilização da Cisterna da Casa do Castelo, Lisboa (Marta Azevedo, Campo d’Água)

 

Parte II – Visitas Guiadas

  • Cisterna do Convento da Graça
  • Cisterna do Claustro Pequeno do Colégio do Espírito Santo.
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