RECONVERSÃO PROFISSIONAL PARA UM FUTURO TRANSFORMADOR DEBATIDA NO ALENTEJO LITORAL
EVENTO DESTACOU ESTRATÉGIAS E DESAFIOS DA REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
No dia 19 de fevereiro, o auditório da APS – Administração dos Portos de Sines e Algarve, SA, foi palco da conferência “Reconversão Profissional para um Futuro Transformador”, inserida na apresentação das Operações de Importância Estratégica do Fundo para a Transição Justa (FTJ) no âmbito do Alentejo 2030. O evento reuniu representantes institucionais e empresariais para debater os desafios e oportunidades da requalificação profissional na transição energética e económica da região.
ABERTURA DO EVENTO
A programação teve início com uma sessão de boas-vindas no Centro de Artes de Sines, conduzida por Filipa Faria, vereadora da Câmara Municipal de Sines. O momento contou ainda com a participação de António Ceia da Silva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P., Tiago Teotónio Pereira, vogal executivo do Programa Regional Alentejo 2030, Maciej Sytek, presidente da Agência de Desenvolvimento Regional de Konin (Polónia), e Diego Villalva, da Direção-Geral da Política Regional e Urbana (DG REGIO).
Durante a sessão, Jorge Mayer, da EDP, apresentou o ponto de situação do desmantelamento da Central Termoelétrica de Sines, abordando os impactos da transição energética na região. Em complemento, Rui Pereira, chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal de Sines, contextualizou o desenvolvimento do concelho.
PAINÉIS E TEMAS DISCUTIDOS
A conferência da tarde abordou a requalificação profissional e a necessidade de adaptação da mão de obra às novas exigências do mercado. A sessão de abertura incluiu intervenções de António Ceia da Silva, Duarte Lynce de Faria (APS), Filipa Faria (Câmara Municipal de Sines), Nuno Romão (Agência para o Desenvolvimento e Coesão) e Diego Villalva (DG REGIO).
- Foram ainda apresentados diversos projetos de inovação na área da reconversão profissional, destacando-se:
- Formação de Reconversão Profissional (FTJ) – Graça Nunes, Instituto de Emprego e Formação Profissional.
- Formação de Reconversão Profissional (FTJ) – Vanda Jesus, Centro de Formação para a Transição Energética.
- “Rumo a um Futuro Sustentável” – Tiago Santos, SINES TECNOPOLO.
- “Empreendedorismo Verde” – Raquel Hilário, Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano.
- Aplicação do FTJ na Polónia – Dominika Dziewiątka, Agência para o Desenvolvimento Regional de Konin.
A programação incluiu ainda uma mesa-redonda, moderada por Telma Guerreiro, secretária técnica do Alentejo 2030. O debate contou com a presença de Jorge Mayer (EDP), Luís Dias (Associação de Agricultores de Grândola), José Santos (Entidade Regional de Turismo), Arnaldo Frade (IEFP) e Joaquim Fialho (CCDR Alentejo – Observatório para a Transição Justa). O painel discutiu estratégias para a requalificação da mão de obra, enfatizando a importância da formação e capacitação profissional na transição económica e energética.
SEGUNDO DIA DO EVENTO
A programação prosseguiu a 20 de fevereiro com uma reunião matinal na Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, com acolhimento da Câmara Municipal de Odemira. O presidente Hélder Guerreiro deu as boas-vindas aos participantes e apresentou os desafios e oportunidades do concelho. Na sequência, Tiago Teotónio Pereira, do Alentejo 2030, enquadrou a discussão no contexto dos fundos de coesão e da estratégia de desenvolvimento regional.
Durante a tarde, foram realizadas visitas a projetos locais, nomeadamente à unidade de produção e fábrica da Vitacress e ao empreendimento de turismo rural Herdade da Matinha, no Cercal do Alentejo. O momento incluiu uma reflexão sobre o setor do turismo, com a participação de Paula Silva, da Rota Vicentina, que destacou o papel do turismo sustentável na região.
UMA TRANSIÇÃO JUSTA E SUSTENTÁVEL
A conferência reforçou a importância da requalificação profissional para garantir que a transição energética e económica do Alentejo Litoral ocorra de forma equilibrada e sustentável. A transformação da matriz produtiva da região representa um desafio significativo, mas também uma oportunidade única para impulsionar um desenvolvimento mais inovador e resiliente, garantindo que trabalhadores e empresas possam adaptar-se a esta nova realidade.

